Madonna, Rihanna, Beyoncé? Não: final da Copa teve Madonna com Ronaldo e Ronaldinho, BTS, Bieber, Shakira e homenagem a Pelé

A final da Copa do Mundo de 2026 entrou para a história não apenas pelo duelo entre Argentina e Espanha no MetLife Stadium, em Nova Jersey, mas também por transformar o intervalo da partida em um espetáculo pop global. Pela primeira vez, a decisão do torneio recebeu um show no estilo Super Bowl, com uma pausa muito maior que os tradicionais 15 minutos e uma sequência de apresentações que misturou música, futebol, nostalgia e grandes nomes da cultura pop.
A direção artística teve curadoria de Chris Martin, do Coldplay, em parceria com a Global Citizen, dentro de uma iniciativa ligada ao FIFA Global Citizen Education Fund, criado para apoiar educação e acesso ao esporte para crianças ao redor do mundo.

Madonna abre o show com Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho
O momento mais simbólico para os brasileiros veio logo no início do espetáculo. Madonna entrou no gramado ao som de “Music”, um dos maiores hits de sua carreira, acompanhada por Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho. Os dois ídolos do futebol brasileiro conduziram o veículo que levou a Rainha do Pop até o centro da apresentação, criando uma cena que rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Mesmo com o Brasil fora da final, a presença dos craques fez o país aparecer como parte essencial da celebração mundial do futebol.

A escolha não foi aleatória. Ronaldo e Ronaldinho carregam uma memória afetiva muito forte para torcedores de diferentes gerações, especialmente por representarem uma era em que a seleção brasileira era sinônimo de criatividade, carisma e espetáculo.
Ao lado de Madonna, os dois ajudaram a conectar o futebol com a linguagem pop do show de intervalo, reforçando justamente a proposta da FIFA: transformar a final em um evento cultural tão comentado quanto o próprio jogo.
Pelé recebe homenagem emocionante no telão
Outro momento de forte impacto para o público brasileiro foi a homenagem a Pelé. O Rei do Futebol apareceu no telão do MetLife Stadium acompanhado da mensagem “love, love, love”, em referência à célebre fala em que repetia a palavra “amor” como mensagem central. A lembrança de Pelé, morto em 2022, colocou a história do futebol brasileiro no coração da cerimônia e deu ao espetáculo um tom mais emocional em meio à grandiosidade das performances.

A homenagem funcionou como uma pausa simbólica dentro de um show marcado por luzes, coreografias e grandes nomes da música. Em uma final entre Argentina e Espanha, Pelé apareceu como figura acima das rivalidades, lembrado não apenas como atleta, mas como um símbolo mundial do futebol.
Foi um daqueles momentos pensados para ultrapassar o entretenimento e acionar memória, afeto e legado.
BTS, Justin Bieber e Shakira levam o pop para o centro da Copa
Depois da abertura com Madonna, o show seguiu com outras atrações globais. O BTS apresentou “Dynamite”, reforçando o retorno gradual do grupo após o período em que seus integrantes cumpriram o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul.
A participação teve peso especial por marcar a presença do K-pop em um dos palcos mais assistidos do planeta, dentro de um evento que tradicionalmente era mais ligado ao esporte do que à cultura de fandom.

Justin Bieber também participou da apresentação, em um momento mais intimista, com uma performance voz e violão de “Everything Hallelujah”. Antes dele, atores da série “Ted Lasso” fizeram uma aparição especial, brincando com a relação entre o futebol, o humor e a cultura televisiva. A escolha reforçou a tentativa da FIFA de conversar com públicos diferentes: fãs de música, de séries, de futebol e de grandes eventos ao vivo.
O encerramento musical ficou com Shakira e Burna Boy, que cantaram “Dai Dai”, música oficial da Copa. A presença da colombiana carregou um peso nostálgico inevitável, já que Shakira tem uma ligação histórica com o torneio desde “Waka Waka”, tema da Copa de 2010. Ao lado de Burna Boy, ela conectou música latina, afrobeat e memória de Copa em um dos momentos mais aguardados da apresentação.

O intervalo mais longo da história das Copas
O espetáculo também chamou atenção pela duração da pausa. Segundo a imprensa internacional, o segmento musical teve cerca de 11 minutos, mas todo o intervalo chegou a aproximadamente 27 minutos por causa da montagem e desmontagem da estrutura. Isso tornou a pausa uma das mais longas da história das finais de Copa e abriu discussão entre torcedores: para alguns, o show trouxe uma nova camada de entretenimento; para outros, a duração quebrou o ritmo tradicional do futebol.
Essa tensão era esperada. Diferente do Super Bowl, onde o show do intervalo já é parte essencial do espetáculo há décadas, a Copa do Mundo sempre tratou a pausa entre os tempos de forma mais funcional. A estreia desse novo formato marca uma mudança importante na maneira como a FIFA enxerga a final: não apenas como uma partida, mas como um produto global de entretenimento, capaz de disputar atenção com música, redes sociais, televisão e streaming.
Cerimônia de encerramento também teve grandes nomes
Além do show do intervalo, a final contou com uma cerimônia de encerramento recheada de atrações. Post Malone e Swae Lee participaram da programação, assim como Laura Pausini, Nicole Scherzinger e Robbie Williams, que apresentaram “Desire”, hino oficial da FIFA. O influenciador IShowSpeed também apareceu entre os nomes ligados à celebração, mostrando como o evento misturou artistas tradicionais, estrelas pop e figuras da internet em uma mesma narrativa de alcance global.

A iniciativa também teve um lado social. O show foi associado ao FIFA Global Citizen Education Fund, fundo criado com a meta de arrecadar US$ 100 milhões para apoiar projetos de educação e acesso ao futebol para crianças. Segundo a People, a ação já havia levantado cerca de US$ 60 milhões até a final, reforçando a tentativa da organização de transformar a audiência gigantesca da Copa em mobilização para uma causa global.
A Copa entrou oficialmente na era do espetáculo pop
O primeiro show de intervalo da final da Copa do Mundo mostrou que a FIFA está tentando aproximar o futebol do modelo de entretenimento que consagrou o Super Bowl. Com Madonna, BTS, Justin Bieber, Shakira, Burna Boy, Ronaldo, Ronaldinho e uma homenagem a Pelé no mesmo evento, a final deixou de ser apenas um jogo decisivo para se tornar um grande momento de cultura pop global.
Para os brasileiros, a noite teve um gosto especial. Mesmo fora da disputa pelo título, o país apareceu representado por dois dos maiores jogadores de sua história e pela memória eterna de Pelé. No fim, o espetáculo deixou uma mensagem clara: no futebol, nem sempre é preciso estar em campo disputando a taça para fazer parte da história.




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