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Performance de Anitta em “Divino Sexual” movimenta a web na estreia da turnê “Equilibrivm”

  • Foto do escritor: Cauã Rodrigues
    Cauã Rodrigues
  • 3 de ago.
  • 4 min de leitura

Anitta estreou a turnê “Equilibrivm” em Porto Alegre e rapidamente virou assunto nas redes sociais. Um dos momentos mais comentados do show foi a performance de “Divino Sexual”, faixa de “EQUILIBRIVM II”, apresentada pela primeira vez ao vivo durante a abertura da nova turnê. A cena, marcada por uma coreografia sensual e uma estética de forte presença cênica, dividiu opiniões entre fãs que elogiaram a ousadia da cantora e internautas que criticaram o tom da apresentação.


A repercussão começou logo após vídeos gravados pelo público circularem nas redes. Enquanto parte dos fãs destacou a força visual do show e a entrega de Anitta no palco, outra parte classificou a performance como exagerada. A polêmica, no entanto, conversa diretamente com a proposta do álbum: em “Equilibrivm”, Anitta vem tentando reunir diferentes partes de si mesma, incluindo espiritualidade, desejo, brasilidade, deboche, profundidade e liberdade de expressão.


“Divino Sexual” resume uma das faces da nova era

A faixa “Divino Sexual” aparece em “EQUILIBRIVM II”, álbum lançado em julho como continuação do projeto iniciado por Anitta em abril. A segunda parte do disco aprofunda as referências brasileiras da artista, com participações de nomes como Maria Bethânia, Alceu Valença, Mart’nália, MC Tha, Alexandre Carlo, Mestrinho, Grupo Ofá, Katú Mirim e Brô MC’s.


Foto/Reprodução
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Dentro desse universo, “Divino Sexual” ocupa um lugar simbólico. A música não aparece apenas como uma faixa provocativa, mas como parte de um projeto que tenta tratar corpo, fé, prazer, identidade e ancestralidade como elementos que coexistem. A própria Anitta já definiu “Equilibrivm” como seu trabalho mais verdadeiro, justamente por reunir camadas que antes apareciam separadas em sua carreira: a artista que dança, a que fala de amor, a que fala de desejo, a que busca profundidade e a que usa o deboche como linguagem.


Críticas reacendem debate antigo sobre Anitta

A reação à performance também mostra como Anitta continua sendo uma artista que provoca debates para além da música. Desde o início da carreira, a cantora enfrenta críticas quando coloca o corpo, a sensualidade e a autonomia feminina no centro de sua obra. Em “Divino Sexual”, esse debate ganhou uma nova camada porque a apresentação faz parte de uma era que também fala sobre espiritualidade, bem-estar e autoconhecimento.


Foto/Reprodução
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Para os fãs, a performance reforça justamente a liberdade que Anitta sempre defendeu. Para os críticos, o momento passou do limite. A divisão, porém, parece quase esperada dentro de um projeto que assume o conflito como parte do conceito. “Equilibrivm” não tenta mostrar uma Anitta única, limpa ou fácil de encaixar. O álbum trabalha com contrastes: sagrado e profano, festa e introspecção, palco e silêncio, corpo e espírito.


A experiência começa antes do show

Outro ponto que chama atenção na turnê é a chamada Vila Equilibrivm, uma experiência gratuita criada para anteceder as apresentações. O espaço foi pensado para desacelerar o público antes do espetáculo e oferece atividades ligadas ao bem-estar, como meditação guiada, sessões de terapia, massagens, leitura de mapa astral, dança circular, sound healing e apresentações de harpa.


Foto/Reprodução
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Durante esse período, segundo a proposta divulgada pela equipe da cantora, a ideia é que os fãs entrem no universo do álbum antes mesmo de Anitta subir ao palco. A experiência reforça a tentativa de transformar a turnê em algo maior do que uma sequência de músicas: um mergulho no conceito de equilíbrio, presença e conexão. Por isso, a performance de “Divino Sexual” funciona dentro de um arco mais amplo, em que a sensualidade aparece como uma das expressões possíveis da liberdade individual.


“Equilibrivm” marca uma Anitta mais brasileira e conceitual

A turnê chega logo depois do lançamento de “EQUILIBRIVM II”, projeto que intensificou as referências brasileiras da nova fase de Anitta. O álbum incorpora ritmos, símbolos e colaborações ligadas a diferentes partes da cultura nacional, passando por forró, samba, reggae, elementos religiosos, referências a Carmen Miranda e releituras de canções brasileiras.


Foto/Reprodução
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Ao falar sobre o projeto, Anitta explicou que abandonou a ideia de fazer um álbum voltado exclusivamente para o mercado internacional e decidiu priorizar um trabalho que refletisse melhor quem ela é. Essa mudança de direção ajuda a entender por que “Equilibrivm” tem sido recebido como uma das fases mais pessoais de sua carreira. A artista parece menos preocupada em se encaixar em expectativas externas e mais interessada em construir uma obra que una suas contradições.


Uma das frases que norteiam a era vem da escritora Conceição Evaristo: “O importante não é ser a primeira, o importante é abrir caminhos.” Dentro dessa lógica, a polêmica em torno de “Divino Sexual” também se torna parte da conversa. Anitta segue abrindo espaço para discutir liberdade, corpo, religião, feminilidade e identidade artística dentro do pop brasileiro.


Turnê ainda passa por outras cidades

A “Equilibrivm Tour” foi anunciada para agosto e inclui apresentações em Porto Alegre, São Paulo, Fortaleza, Niterói e Salvador. Depois da estreia no Sul, a agenda segue com shows em São Paulo, nos dias 8 e 9 de agosto; Fortaleza, em 15 de agosto; Niterói, em 22 de agosto; e Salvador, em 29 de agosto.


Foto/Reprodução
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Se a estreia em Porto Alegre já movimentou as redes, é provável que a turnê siga gerando conversas nas próximas datas. Anitta sabe operar exatamente nesse território: entre o espetáculo, o incômodo e a discussão pública. Com “Divino Sexual”, a cantora não apenas colocou uma música nova no palco, mas também reacendeu uma pergunta que acompanha sua carreira há anos: até que ponto o público aceita uma mulher pop quando ela decide controlar a própria narrativa?

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