Cogumelo Plutão lança “Pequeno Mar”, primeiro single do álbum “Achados e Perdidos”
- Cauã Rodrigues

- há 2 dias
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A espera acabou para os fãs da Cogumelo Plutão. A banda acaba de iniciar uma nova série de lançamentos nas plataformas digitais com “Pequeno Mar”, primeiro single do álbum “Achados e Perdidos”. O projeto marca um momento especial na trajetória do grupo, reunindo oito canções que ficaram guardadas por anos e que agora começam a ser apresentadas ao público.

“Achados e Perdidos” nasce como uma espécie de baú afetivo da Cogumelo Plutão. São músicas que permaneceram preservadas por muito tempo, esperando o momento certo para chegar aos fãs. A proposta do projeto é justamente transformar esse material guardado em uma jornada de redescoberta, revelando aos poucos canções que carregam memórias, fases e sentimentos importantes da banda.
“Pequeno Mar” abre uma nova jornada da Cogumelo Plutão
Escolhida para abrir os trabalhos, “Pequeno Mar” apresenta o tom emocional do projeto. A faixa carrega a identidade melódica que marcou a história da Cogumelo Plutão, equilibrando nostalgia e frescor contemporâneo. Com arranjos envolventes e uma atmosfera introspectiva, a música convida o ouvinte a mergulhar em uma sonoridade que conversa tanto com quem acompanha a banda há anos quanto com quem está chegando agora.

Para Blanch Van Gogh, vocalista, fundador e principal compositor da Cogumelo Plutão, cada música carrega uma parte íntima de sua própria trajetória. O artista define suas composições como pedaços de energia deixados pelo caminho, registros emocionais que, em algum momento, precisam encontrar o público. Segundo ele, muitas dessas canções ficaram guardadas “dentro de um baú” por anos, até que chegasse a hora de serem lançadas.
Essa ideia ajuda a explicar o conceito de “Achados e Perdidos”. O álbum não surge apenas como uma reunião de músicas antigas, mas como uma reorganização de memórias. São canções que ficaram em silêncio, mas que continuaram carregando significado. Agora, ao serem compartilhadas com os fãs, elas ganham uma nova vida e passam a fazer parte de outras histórias.
Blanch Van Gogh fala sobre o poder das próprias canções
Ao comentar o lançamento, Blanch também refletiu sobre a relação que tem com sua obra. Para ele, uma música não termina quando é composta. Ela se completa quando encontra o público e passa a significar algo na vida de quem escuta. O vocalista afirma acreditar profundamente no poder de suas canções, justamente porque elas nascem de experiências reais, do coração e da tentativa de transformar sentimentos em algo compartilhável.

Essa conexão com os fãs sempre foi uma marca da Cogumelo Plutão. Canções como “Esperando na Janela”, “Uma Vez Mais” e “Beija na Boca” atravessaram gerações e se tornaram trilha sonora de romances, encontros e lembranças afetivas. O próprio Blanch brinca com essa imagem ao se definir como uma espécie de “cupido do rock”, alguém que usa a música para tocar o coração das pessoas.
Em suas palavras, o verdadeiro estado de um artista está ligado à inquietação, ao impulso de continuar criando e à recusa de permanecer parado. Essa visão aparece com força neste novo momento da banda. Depois de um período mais recolhido, marcado por composições, livros, pinturas e projetos guardados, Blanch entende que chegou a hora de abrir esse casulo e dividir com o público tudo aquilo que estava sendo preparado.
A história por trás de “Pequeno Mar”
“Pequeno Mar” também carrega uma história muito particular. A música foi composta por Blanch Van Gogh em parceria com Felipe Loefler, eterno tecladista da banda Coquetel Diamante, projeto anterior do artista. Segundo Blanch, a canção nasceu de uma ideia de Felipe, inspirada em uma garota que marcou sua vida.

O título “Pequeno Mar” faz referência à cor dos olhos dessa jovem, descritos por Felipe como olhos da cor do mar. A partir dessa imagem, os dois construíram a canção juntos, unindo memória, afeto e delicadeza. Anos depois, a Cogumelo Plutão decidiu gravar e lançar a faixa, resgatando uma história que permaneceu guardada, mas que nunca perdeu sua força emocional.
Esse bastidor dá outra camada ao single. “Pequeno Mar” não é apenas uma música romântica ou nostálgica. É uma canção sobre lembrança, sobre pessoas que atravessam nossas vidas e permanecem de alguma forma, mesmo depois do tempo. Dentro do conceito de “Achados e Perdidos”, ela funciona perfeitamente como ponto de partida: uma faixa que estava guardada, mas que agora retorna carregada de significado.
O que vem por aí em “Achados e Perdidos”
Com a chegada de “Pequeno Mar”, inicia-se uma sequência de lançamentos que promete movimentar as plataformas digitais da Cogumelo Plutão. A cada nova faixa, o público poderá conhecer mais uma parte desse repertório que ficou preservado ao longo dos anos. O álbum completo “Achados e Perdidos” será lançado em novembro, reunindo oito canções ao todo.
Depois de “Pequeno Mar”, a banda lança “Clarisse e o Pobre”, em 14 de agosto; “Encontrando a Marca da Promessa”, em 28 de agosto; “Nada Vai nos Separar”, em 11 de setembro; “Musa (Acústica)”, em 25 de setembro; “Meu Pé de Laranja Lima”, em 12 de outubro; e “Meu Espelho”, em 23 de outubro. O disco completo chega no dia 6 de novembro, encerrando essa jornada de reencontro com o arquivo afetivo da banda.
Mais do que um lançamento, “Achados e Perdidos” representa um gesto de partilha.
É a Cogumelo Plutão abrindo seu baú, revisitando histórias e entregando aos fãs músicas que carregam pedaços de vida. “Pequeno Mar” é o primeiro mergulho nessa nova fase, uma canção que prova que algumas memórias não desaparecem. Elas apenas esperam o momento certo para voltar à superfície.
Onde ouvir “Pequeno Mar”
“Pequeno Mar” já está disponível nas plataformas digitais e também pode ser conferida no canal oficial da Cogumelo Plutão no YouTube. A faixa marca o primeiro passo de uma nova jornada sonora da banda e prepara o público para as próximas revelações de “Achados e Perdidos”.
Com esse lançamento, a Cogumelo Plutão prova que algumas canções não perdem força com o tempo. Pelo contrário: elas amadurecem, ganham novas camadas e voltam carregadas de significado. “Pequeno Mar” é o início desse reencontro entre a banda, suas memórias e os fãs que esperavam por novidades.




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