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Xuxa emociona 50 mil “baixinhos crescidos” na estreia de “O Último Voo da Nave”

  • Foto do escritor: CauĂŁ Rodrigues
    CauĂŁ Rodrigues
  • hĂĄ 6 dias
  • 4 min de leitura

Xuxa Meneghel iniciou sua turnĂȘ de despedida dos grandes palcos com uma noite feita para atravessar geraçÔes. No sĂĄbado, 25 de julho, a apresentadora e cantora estreou “O Último Voo da Nave” no Nubank Parque, em SĂŁo Paulo, com ingressos esgotados, nave cenogrĂĄfica sobrevoando o estĂĄdio, reencontro de Paquitas e um repertĂłrio pensado para revisitar diferentes fases de sua trajetĂłria.


O espetĂĄculo marca a despedida da icĂŽnica nave que acompanhou a artista em vĂĄrios momentos de sua carreira e foi anunciado como uma experiĂȘncia de nostalgia, emoção e celebração coletiva.


Foto: Tomzé Fonseca/AgNew
Foto: Tomzé Fonseca/AgNew

Logo na abertura, a nave cor-de-rosa repaginada se tornou a grande protagonista visual da noite. O elemento cenogrĂĄfico, sĂ­mbolo mĂĄximo do universo criado por Xuxa na televisĂŁo, ganhou uma versĂŁo moderna e sobrevoou a estrutura do estĂĄdio em um palco 360 graus. A entrada reforçou a proposta do show: nĂŁo apenas relembrar mĂșsicas antigas, mas transformar a memĂłria afetiva dos fĂŁs em espetĂĄculo de estĂĄdio. Antes de mergulhar no repertĂłrio, Xuxa deixou claro que a noite era sobre alegria e conexĂŁo com o pĂșblico, afirmando que nĂŁo estava ali para vender discos, mas para ver os fĂŁs felizes.


Uma viagem por quatro décadas de carreira

Com cerca de duas horas de duração, “O Último Voo da Nave” foi dividido em blocos que revisitaram momentos fundamentais da carreira de Xuxa. O show passou pelo “Xou da Xuxa”, “Xuxa Park”, “Planeta Xuxa”, sucessos do cinema como “Lua de Cristal” e a fase do “Xuxa SĂł Para Baixinhos”, responsĂĄvel por apresentar a artista a uma nova geração. A proposta oficial da turnĂȘ Ă© justamente percorrer essas diferentes etapas, misturando cenĂĄrios inĂ©ditos, projeçÔes, luzes, efeitos visuais e personagens que marcaram o universo da apresentadora.


Foto: Tomzé Fonseca/AgNew
Foto: Tomzé Fonseca/AgNew

A força do espetĂĄculo estĂĄ no fato de que o pĂșblico jĂĄ nĂŁo era formado apenas por crianças. Eram, em grande parte, os “baixinhos crescidos” que acompanharam Xuxa na infĂąncia e agora voltaram para viver essa despedida como adultos. Essa camada geracional deu outro peso ao show: cada mĂșsica funcionava como uma espĂ©cie de portal para lembranças familiares, manhĂŁs de televisĂŁo, filmes, programas de auditĂłrio, fitas, CDs, coreografias e uma cultura pop brasileira que Xuxa ajudou a construir.


Reencontro das Paquitas levou nostalgia ao auge

Um dos momentos mais esperados da estreia foi o reencontro das Paquitas. Representantes de diferentes geraçÔes subiram ao palco juntas, celebrando uma parte fundamental da estética e da história televisiva de Xuxa. Segundo o gshow, a reunião incluiu nomes da geração clåssica, da New Generation e da Geração 2000, em uma cena pensada para emocionar quem cresceu acompanhando o grupo na televisão.


Paquitas de todas as geraçÔes se apresentam juntas pela primeira vez em show da Xuxa — Foto: Reprodução/Instagram
Paquitas de todas as geraçÔes se apresentam juntas pela primeira vez em show da Xuxa — Foto: Reprodução/Instagram

A presença das Paquitas não funcionou apenas como aceno nostålgico. Elas representam uma memória visual muito forte da carreira de Xuxa: os figurinos, as coreografias, a disciplina de palco e o imaginårio de fantasia que cercava os programas da apresentadora.


No show, esse retorno ajudou a reforçar a sensação de que “O Último Voo da Nave” nĂŁo Ă© somente uma turnĂȘ musical, mas uma despedida de um universo inteiro.


InclusĂŁo, diversidade e discursos emocionados

AlĂ©m da nostalgia, a estreia tambĂ©m teve momentos de inclusĂŁo e posicionamento. Xuxa performou “AbecedĂĄrio” em Libras e trouxe mensagens ligadas Ă  diversidade e ao respeito. Em outro momento simbĂłlico, cantou “Arco-Íris” com referĂȘncia Ă  bandeira LGBTQIA+, conectando sua trajetĂłria infantil e familiar a uma leitura mais ampla de acolhimento, afeto e liberdade.


Foto: Tomzé Fonseca/AgNew
Foto: Tomzé Fonseca/AgNew

Essa escolha conversa com a imagem pĂșblica que Xuxa construiu nos Ășltimos anos. A artista passou a revisitar sua prĂłpria histĂłria com olhar mais maduro, reconhecendo erros, defendendo causas e dialogando com um pĂșblico que tambĂ©m cresceu, mudou e passou a enxergar sua obra por novas lentes. Por isso, a turnĂȘ de despedida nĂŁo soa como simples repetição do passado. Ela tenta atualizar aquele imaginĂĄrio para um presente em que os antigos baixinhos tambĂ©m carregam novas pautas, novas vivĂȘncias e novas formas de afeto.


O final com “Lua de Cristal”, “IlariĂȘ” e a nave abduzindo Xuxa

O encerramento veio com alguns dos momentos mais emocionantes da noite. “Lua de Cristal” e “IlariĂȘ” foram cantadas em coro pelo pĂșblico, criando aquele tipo de catarse que sĂł artistas com forte memĂłria popular conseguem provocar. Ao final, Xuxa se despediu com o tradicional “beijinho, beijinho” e voltou para a nave, que se fechou e subiu ao topo do palco, simulando uma abdução. A imagem funcionou como metĂĄfora perfeita para o nome da turnĂȘ: o Ășltimo voo da nave.


Foto: Tomzé Fonseca/AgNew
Foto: Tomzé Fonseca/AgNew

Depois da estreia, Xuxa usou as redes sociais para agradecer ao pĂșblico que esteve presente e tambĂ©m aos fĂŁs que acompanharam de longe. A apresentadora falou sobre quem se permitiu cantar, dançar, se emocionar e ser feliz durante o espetĂĄculo. Nos comentĂĄrios, Eliana tambĂ©m deixou uma mensagem carinhosa para a amiga, celebrando esse novo capĂ­tulo e emocionando fĂŁs que acompanham a relação entre as duas comunicadoras.


Próximas datas de “O Último Voo da Nave”

ApĂłs a estreia em SĂŁo Paulo, a turnĂȘ ainda tem uma segunda apresentação no Nubank Parque, marcada para 31 de julho. Depois, o espetĂĄculo segue para Curitiba, em 26 de setembro, na Arena da Baixada; Belo Horizonte, em 14 de novembro, na Arena MRV; e Rio de Janeiro, em 20 de dezembro, no MaracanĂŁ. As datas confirmadas reforçam a escala grandiosa do projeto, que passa por estĂĄdios e arenas para celebrar mais de quatro dĂ©cadas de carreira.


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

“O Último Voo da Nave” chega como uma despedida, mas tambĂ©m como reafirmação de legado. Xuxa nĂŁo estĂĄ apenas encerrando uma fase musical; estĂĄ revisitando uma parte central da cultura pop brasileira. Para muitos fĂŁs, a nave nunca foi sĂł um cenĂĄrio. Era um sĂ­mbolo de imaginação, infĂąncia e pertencimento. Agora, ao fazĂȘ-la voar novamente diante de uma multidĂŁo de adultos emocionados, Xuxa mostra que algumas memĂłrias nĂŁo ficam presas no passado. Elas crescem junto com o pĂșblico e, quando voltam, ainda sabem cantar em coro.

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