NewJeans: entenda a crise que abalou um dos maiores grupos de K-pop da atualidade
- Cauã Rodrigues

- há 3 dias
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A disputa entre a HYBE, a ADOR e a ex-integrante do NewJeans, Danielle Marsh, ganhou um novo capítulo nesta semana. A Comissão de Comércio Justo da Coreia do Sul (FTC) abriu uma investigação oficial para apurar possíveis práticas comerciais desleais e abuso de posição dominante por parte das empresas após uma denúncia apresentada pela artista.
O caso surge meses após a ADOR anunciar a rescisão do contrato exclusivo de Danielle, decisão que desencadeou uma batalha judicial envolvendo uma multa milionária e levantou debates sobre as relações entre grandes agências e artistas na indústria do K-pop.

Processo bilionário está no centro da investigação
A controvérsia começou em dezembro de 2025, quando a ADOR comunicou oficialmente o encerramento do vínculo contratual com Danielle. Na ocasião, a empresa afirmou que não era mais viável manter a cantora como integrante do NewJeans e artista de seu elenco.
Pouco depois, a HYBE iniciou um processo para cobrar uma penalidade contratual estimada em 100 bilhões de won. A primeira etapa da ação judicial envolve uma cobrança inicial de aproximadamente 33 bilhões de won.
Segundo o advogado de Danielle, Jung Jong-chae, a medida não possui lógica financeira, já que a empresa teria conhecimento de que a artista não possui condições de arcar com uma quantia desse porte.
Para a defesa, o processo teria como objetivo servir de exemplo para outros artistas da indústria.
“A ação funciona como um caso de demonstração para desencorajar que outros ídolos desafiem grandes conglomerados do entretenimento”, argumentou o advogado.
Tratamento diferente em relação às demais integrantes
Outro ponto central da denúncia é a diferença de tratamento entre Danielle e as demais integrantes do NewJeans.
Enquanto Minji, Hanni, Haerin e Hyein continuam vinculadas contratualmente à ADOR, Danielle foi a única integrante a ter seu contrato rescindido e, posteriormente, alvo de uma ação judicial bilionária.

Os representantes da cantora afirmam que essa diferença de tratamento pode configurar discriminação e abuso de posição transacional por parte da empresa.
A petição enviada à FTC também questiona a forma como grandes agências calculam multas contratuais na Coreia do Sul. Segundo o documento, muitas dessas penalidades são baseadas no volume total de receitas geradas por um artista, e não nos lucros efetivamente obtidos, o que pode resultar em valores considerados impagáveis.
HYBE é acusada de influência excessiva no mercado
A denúncia ainda destaca o tamanho da participação da HYBE na indústria musical sul-coreana.
Os advogados de Danielle alegam que o conglomerado exerce forte influência sobre o mercado de K-pop por meio de diversas gravadoras subsidiárias, incluindo a própria ADOR.
Diante desse cenário, a FTC deverá analisar se houve abuso de poder econômico e se determinadas práticas adotadas pela empresa podem ter prejudicado a livre concorrência e os direitos dos artistas.
Danielle espera reencontro do NewJeans
Apesar da disputa judicial em andamento, pessoas próximas à cantora afirmam que Danielle continua desejando um futuro em que o NewJeans possa voltar a atuar com sua formação original.
Segundo informações divulgadas no relatório apresentado às autoridades, a artista mantém o desejo de reencontrar Minji, Hanni, Haerin e Hyein em um cenário mais saudável para todas as integrantes.
Enquanto a investigação avança, o caso já é considerado um dos mais importantes da história recente do K-pop e pode gerar discussões sobre contratos, multas e direitos dos artistas dentro da indústria sul-coreana.




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