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Miley Cyrus prepara décimo álbum inspirado no amor romântico e no amor-próprio

  • Foto do escritor: Cauã Rodrigues
    Cauã Rodrigues
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Miley Cyrus já começou a revelar os primeiros detalhes de seu décimo álbum de estúdio. Em entrevista à revista “Wonderland”, conduzida pela atriz Daryl Hannah, a cantora contou que o novo trabalho será uma história de amor, mas sem cair em uma visão simples ou idealizada do sentimento. O disco, ainda sem título divulgado oficialmente, deve refletir o momento atual da artista, incluindo sua relação com o músico Maxx Morando e a construção de uma conexão mais madura consigo mesma.


Foto: reprodução
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Segundo Miley, o álbum parte de uma ideia central: histórias de amor nunca são unidimensionais. A cantora explicou que existe um fio romântico atravessando as faixas, mas que o projeto também fala sobre o amor-próprio que ela desenvolveu nos últimos anos. Para a artista, quando a relação consigo mesma muda, todas as outras relações ao redor também se transformam. Essa percepção coloca o novo disco em um território mais íntimo, menos interessado em apenas narrar uma paixão e mais voltado a entender como o afeto se reorganiza com o tempo.


Um álbum com 10 faixas e estética já definida

Durante a entrevista, Miley revelou que o álbum terá 10 músicas, número que ela definiu desde o início do processo criativo. A cantora contou que começou pela tracklist e nunca se desviou dela, como se essa estrutura servisse de bússola para o restante do projeto. Antes mesmo de finalizar as canções, ela já tinha uma noção clara da sonoridade, do conceito e da estética visual que queria construir.


Foto: reprodução
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A identidade visual também já tem elementos importantes definidos. Miley adiantou que a cor vermelha será predominante e que um chapéu de couro aparecerá como símbolo recorrente da nova fase. Esses detalhes sugerem uma estética intensa, romântica e levemente western, algo que conversa tanto com a imagem mais crua e orgânica que a cantora vem explorando quanto com a teatralidade que sempre marcou suas eras mais fortes.


Amor, criatividade e “inveja intelectual”

Além de falar sobre o álbum, Miley refletiu sobre seu próprio processo criativo. A cantora afirmou que estar perto de pessoas criativas é contagiante e comparou essa troca a uma espécie de “inveja intelectual”. A ideia não aparece como algo negativo, mas como uma forma de inspiração: conviver com poetas, escritores, pintores, fotógrafos, diretores e músicos desperta nela novas possibilidades de criação.


Essa visão ajuda a entender por que o novo disco parece nascer de um ambiente menos pressionado e mais intuitivo. Miley descreveu a criação das músicas como algo orgânico, quase como acordar de um sonho e reconhecer melodias que já pareciam existir dentro dela. Em vez de tentar forçar uma nova fase, a cantora parece ter encontrado um caminho mais natural, deixando que o conceito surgisse a partir do momento emocional que está vivendo.


Foto: reprodução
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Novo disco marca estreia de Miley na Atlantic Records

O próximo álbum também representa uma virada importante nos bastidores da carreira de Miley Cyrus. A cantora assinou com a Atlantic Records, gravadora do grupo Warner Music, após uma fase recente vinculada à Columbia/Sony. O novo projeto será seu primeiro lançamento por essa nova casa, abrindo um capítulo diferente após trabalhos como “Endless Summer Vacation”, de 2023, e “Something Beautiful”, de 2025.


A mudança chega depois de um período de grande reconhecimento para Miley. “Endless Summer Vacation” foi impulsionado por “Flowers”, faixa que se tornou um dos maiores sucessos de sua carreira e rendeu à artista vitórias importantes no Grammy. Agora, em vez de tentar simplesmente repetir a fórmula de um hit global, Miley parece interessada em apresentar um projeto mais pessoal, guiado por afeto, maturidade e uma estética pensada desde o início.


Uma nova fase mais madura e sentimental

O que mais chama atenção nos primeiros detalhes do álbum é a forma como Miley parece equilibrar vulnerabilidade e controle criativo. O disco fala de amor, mas não necessariamente de maneira açucarada. Ele também fala de identidade, parceria, amadurecimento e da capacidade de reconhecer o próprio valor dentro e fora de uma relação romântica.


Foto: reprodução
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Ao longo da carreira, Miley se reinventou várias vezes: da imagem Disney ao pop provocativo, do country rock ao pop adulto, da balada emocional ao projeto visual mais experimental. Agora, o décimo álbum parece apontar para uma artista que não precisa romper com tudo para provar mudança. A transformação, desta vez, parece mais silenciosa: está no jeito de compor, na escolha de temas e na forma como ela olha para o amor sem separar romance de autoconhecimento.


Ainda sem data exata de lançamento divulgada, o novo álbum já nasce como um dos projetos mais aguardados da próxima fase da cantora. Se “Flowers” transformou amor-próprio em hino global, esse novo disco pode mostrar o que vem depois: não apenas sobreviver a uma história, mas aprender a amar de novo, amar melhor e também se escolher no processo.

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