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Adéla conquista primeira entrada na Billboard Hot 100 com “Ain’t In LA”

  • Foto do escritor: Cauã Rodrigues
    Cauã Rodrigues
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Adéla acaba de alcançar um marco importante em sua carreira. A cantora eslovaca conquistou sua primeira entrada na Billboard Hot 100 com “Ain’t In LA”, single que estreou na 85ª posição da principal parada de músicas dos Estados Unidos. O resultado confirma a ascensão da artista no mercado pop internacional e chega poucas semanas antes do lançamento de “PRIMA”, seu primeiro álbum de estúdio.


Foto/Reprodução
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O feito também vem sendo tratado como histórico para a Eslováquia, já que Adéla passou a ser apontada como a primeira artista eslovaca a aparecer na Hot 100. A entrada no ranking acontece em meio ao crescimento de “Ain’t In LA” nas plataformas digitais, impulsionado por vídeos no TikTok, performances recentes e uma narrativa que conversa diretamente com sua trajetória como artista imigrante tentando abrir caminho fora do eixo tradicional da indústria musical.


“Ain’t In LA” transforma deslocamento em hino pop

“Ain’t In LA” parte de uma ideia simples, mas poderosa: nem todo sonho precisa estar concentrado em Los Angeles. A faixa questiona a visão de que o sucesso artístico só acontece em um único lugar e defende que criatividade, ambição e identidade podem nascer de qualquer cidade, país ou contexto. No caso de Adéla, essa mensagem ganha peso por sua própria história, já que a artista nasceu na Eslováquia e construiu sua carreira tentando ocupar espaço no pop global.


Foto/Reprodução
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O videoclipe reforça essa leitura. Dirigido por Fred Gervais, o vídeo foi filmado em Bratislava, cidade natal da cantora, e combina imagens da cultura pop norte-americana com cenários eslovacos. A estética cria um contraste direto entre o imaginário de Hollywood e a realidade de quem cresceu longe desse centro, mas ainda assim sonhou com ele.


De “Dream Academy” à carreira solo

Antes de consolidar sua trajetória como solista, Adéla ficou conhecida por participar do “Dream Academy”, reality da HYBE e da Geffen Records que selecionou as integrantes do KATSEYE. Embora tenha sido eliminada em uma etapa avançada, a experiência acabou funcionando como vitrine para sua presença artística, especialmente por sua força como performer e dançarina.


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Depois do programa, Adéla decidiu seguir carreira solo e assinou contrato com a Capitol Records, gravadora ligada ao Universal Music Group. Em 2025, lançou o EP “The Provocateur”, projeto que ajudou a apresentar sua estética mais provocativa, visual e performática ao público pop.


“PRIMA” chega em setembro

O crescimento de “Ain’t In LA” acontece às vésperas do lançamento de “PRIMA”, álbum de estreia de Adéla, previsto para 4 de setembro. O título, segundo a própria artista, conversa com a ideia de “primeiro”, marcando oficialmente sua entrada em uma nova fase. O disco incluirá faixas como “KGB”, “Red Bottoms” e “Ain’t In LA”, consolidando a identidade sonora que ela vem construindo nos últimos meses.


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A fase também ganhou força com a escolha de Adéla para abrir shows da turnê “It’s Not That Deep”, de Demi Lovato, nos Estados Unidos e no Canadá. O convite ampliou sua visibilidade ao vivo e colocou a cantora diante de um público maior justamente no período de preparação para seu primeiro álbum.


Uma nova aposta do pop internacional

A ascensão de Adéla tem chamado atenção porque combina alguns elementos muito valorizados no pop atual: presença visual forte, performance, narrativa de superação, estética provocativa e domínio das redes. Depois de “SexOnTheBeach”, “KGB” e “Red Bottoms”, “Ain’t In LA” parece ser o single que conseguiu transformar curiosidade em resultado comercial concreto.


Foto/Reprodução
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A música também chamou atenção por uma curiosidade de produção envolvendo Theron Thomas, colaborador associado a “We Can’t Stop”, sucesso de Miley Cyrus. A conexão ajudou muitos ouvintes a perceberem uma energia familiar entre as faixas, ainda que “Ain’t In LA” não seja apresentada como sample ou interpolação direta.


Adéla fala sobre fama, ódio e exposição

Com a visibilidade, Adéla também passou a lidar com o escrutínio que acompanha novas estrelas pop. Em entrevista de capa à Teen Vogue, a cantora refletiu sobre como mulheres públicas acabam sendo alvo de críticas, mesmo quando tentam se mostrar de forma honesta. Ela também falou sobre aprender paciência, compaixão e autocontrole diante da exposição.


Na mesma entrevista, Adéla aparece como alguém muito consciente da tradição pop que está tentando ocupar. Ela estuda a trajetória de artistas como Rihanna, Beyoncé, Madonna, Miley Cyrus e Ariana Grande, observando como a fama pode mudar rapidamente a relação do público com uma artista. Essa consciência dá à sua estreia um tom menos ingênuo: Adéla sabe que o pop é brilho, mas também pressão.


Um marco antes mesmo do primeiro álbum

A entrada de “Ain’t In LA” na Billboard Hot 100 chega antes do lançamento de “PRIMA”, o que torna o momento ainda mais significativo. Para uma artista em início de carreira solo, estrear na principal parada norte-americana antes do primeiro álbum é um sinal de que existe uma base real se formando ao redor de sua música.


No fim, “Ain’t In LA” funciona como mais do que um single de divulgação. A música resume a narrativa de Adéla: uma artista que veio de fora do centro, passou por um reality de formação pop, não entrou no grupo para o qual foi treinada e, ainda assim, encontrou um caminho próprio.


Agora, com a Hot 100 no currículo e um álbum prestes a chegar, Adéla prova que nem toda estrela precisa nascer em Los Angeles para brilhar no mundo.

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